Sobre o blog

Fiz esse blog para compartilhar minhas descobertas, registrar cada etapa
do meu desenvolvimento, e de certa forma para ajudar também outras pessoas a se conhecerem na media em que vou me descobrindo.
Futuramente quem sabe transformá-lo em um livro... Não pretendo me posicionar como especialista nos temas aqui tratados nem fazer colocações definitivas sobre qualquer fato, irei apenas falar dos fatos da vida através
da minha perspectiva, como um homem do meu tempo, cheio de falhas, e também com qualidades únicas, más no final apenas o produto das minhas experiências. É um local construído para nos ajudar a refletir e aprender sobre a maior dádiva que Deus nos deu. Nossas vidas.

25 dezembro 2008

A pessoa que você pensa que é já não existe mais...

Geralmente nos auto declaramos pessoas experientes, mas um dia caímos na real e percebemos que juntando tudo que sabemos, ou tudo que já vivemos, não é nada em relação ao que ainda está por vir. A vida é um eterno aprendizado, no qual sempre passamos por experiências novas e sempre nos deparamos com situações em que talvez jamais tivéssemos imaginado passar. Só nesse momento é que percebemos que agente ainda tem muita coisa pra aprender e pra viver! E que a pessoa que achamos que somos já não existe mais...

13 setembro 2008

Interpretando os nossos sentimentos

Porque temos sentimentos ruins? Certo dia eu estava me sentindo muito mal, não depressivo, ou triste, mas um sentimento de mal estar que veio do nada. Comecei a me perguntar então o porquê daquela sensação estranha, e cheguei a algumas conclusões no mínimo interessantes. Vamos a elas.

Podemos classificar os nossos sentimentos como bons e ruins, e qualquer pessoa normal prefere os bons aos maus sentimentos. Sabemos também que, todo ser humano vive em função de ser feliz e se sentir bem. E após muitas noites acordado, percebi que quando nos sentimos mal, significa apenas que algo na nossa vida está em desacordo com o que gostaríamos que estivesse acontecendo. Simples assim. Só isso. Más temos que entender o que isso quer dizer. A nossa mente usa os sentimentos ruins para nos mostrar que algo na nossa vida está errado, e que precisamos fazer algo para mudar a situação. E isso é ótimo. É a forma da nossa mente se comunicar conosco, nos dizendo: “- Ei seu retardado, está com síndrome de burrice aguda é? não percebe o que está fazendo com a sua vida? É isso que você quer ser? É essa pessoa que você quer se tornar? Faça alguma coisa!!!! Mude o seu comportamento!!! Tome uma atitude!!!” Isso tira nossa mente da zona de conforto e provoca em nós uma sensação desconfortável. Más até aí tudo bem. O problema de verdade começa a partir do momento que não percebemos isso e valorizamos a sensação, ao invés de analisar a situação e tomar uma atitude para começar a mudar nossa realidade.

Temos que entender que sentimento e sentimentalismo são coisas totalmente diferentes, e que as pessoas costumam confundir esses conceitos. Sentimento é a reação do nosso corpo na forma de sensações, às influencias do ambiente externo, e ao que está na nossa mente. Sentimentalismo é a supervalorização desses sentimentos. Por isso quando estiver se sentindo mal, ao invés de ficar por aí chorando e se lamentando. Pare e analise a situação, peça ajuda se for o caso. Mas a pessoa certa.

Use os seus sentimentos a seu favor. Analise o contexto do que está acontecendo. O que faz a diferença na nossa vida não são apenas as experiêncas que passamos, más a forma que vemos as coisas que acontecem ào nosso redor. 

Gosto de pensar que a nossa vida é como um livro imenso com todas as páginas em branco, no qual nós somos o único autore e personagem principal. No iníco boa parte da nossa história é escrita pelos nossos pais, nossa familia, mais tarde por varios fatores externos. Más chega o momento que nós é que escrevemos cada linha. E isso acontece quando paramos de assistir a nossa vida como meros espectadores, e assumimos o nosso papel de autor e personagem principal da nossa história. Não podemos escrever um novo começo para ela, mais podemos começar agora e escrever um novo fim.

Na frente do espelho

Uma das poucas coisas que eu tenho certeza nessa vida, é que tudo que eu aprendi até agora não quer dizer absolutamente nada. Mas confesso que me esqueço disso mais vezes do que gostaria.

Mais uma vez fui colocado diante do espelho, e confirmei novamente um fato que enfatizo com freqüência. Se tornar a pessoa que queremos ser e perceber a sutil, e ao mesmo tempo contrastante diferença, entre o que somos, o que achamos que somos, e o que aparentamos ser, é bem mais difícil do que parece.

Reconheço que tenho muitas limitações, e tenho que admitir que ser colocado diante do espelho por uma pessoa com bem mais limitações que você, é bem desconfortável, e o mais triste de tudo, é que não deveria ser. Acontece que muitas vezes nós mentimos para nós mesmos sobre os nossos princípios, até que em algum momento somos imprensados contra a parede, e forçados a ver o que estamos sendo de verdade, que tipo de princípios está por trás de cada atitude. Tenho que reconhecer que momentos como esses não são nada fáceis, exige a quebra de vários paradigmas e redes neurais de longo prazo.

Mas a partir daí temos apenas duas escolhas: Ou nos encaramos, quebramos os velhos paradigmas, deixamos para trás as ancoras do passado, que só servem para nos atrasar, tornando a nossa escalada mais dura, cansativa, e transformamos o nosso presente. Ou fugimos de nós mesmos, nos escondendo covardemente atrás de desculpas que inventamos para justificar o que for mais conveniente no momento.

Freqüentemente somos muito tolerantes com nós mesmos, não temos coragem de encarar os nossos verdadeiros princípios, que muitas vezes ficam dentro de nós, no nosso subconsciente, conduzindo pequenas atitudes diárias, sem que nem percebamos que existam e façam parte do nosso verdadeiro ser. Um dos nossos maiores desafios é aproximar mais a distancia do abismo que existe entre o nosso discurso e as nossas atitudes, e encarar os nossos verdadeiros princípios.

O que conduz as minhas atitudes diárias? Baseado em que eu faço escolhas e tomo decisões? E principalmente, o que me dá o direito de julgar uma pessoa melhor do que outra? Ou me julgar como sendo melhor do que outra pessoa? Assim como todas as outras pessoas, tudo que eu sou é produto do meu passado, O que eu sou hoje nada mais é do que o resultado das minhas experiências.

Nossas experiências influenciam naquilo que nos tornamos, mas não podemos deixar nosso passado nos podar. Diferenças, limitações, e personalidades ou visões diferentes – sejam elas intelectuais, sociais, ou culturais - não torna uma pessoa mais importante do que outra. Apenas diferentes. Como diria Drummond “Ninguém é igual a ninguém. Todo o ser humano é um estranho ímpar”.

Temos que aprender que somos seres humanos em constante transformação, não existe o eu antigo ou o eu novo. Sempre estamos em transformação. Como disse o grande Sócrates: “Tudo que sei é que nada sei”. Pena que tão poucas pessoas consigam entender de verdade o que querem dizer essas palavras.

21 junho 2008

Pafúncio e Socrates

O post dessa semana é um dialogo interessante entre Pafuncio, o mentor de socrates, e o proprio Sócrates. Percebe-se claramente no decorrer da leitura que o texto é moderno e não poderia ter sido escrito naquela época, além de não existir nehum relato histórico que comprove a existencia de textos escritos por um ou outro. No entando é uma leitura no mínimo interessante, e está entre os meus preferidos. Boa leitura.


- Oh grande Mestre! Muitos foram os pensadores, filósofos, e eruditos de todos os tempos a discutir o tema da felicidade. Tu que és considerado o mais sábio de todos, diga-me: Qual o segredo para a felicidade?

- Oh grande Jumento! Não existe nenhum segredo para a felicidade, e muito menos felicidade. Felicidade é um conceito que se assemelha a um homem de 7 metros de altura, ou seja, só existe na imaginação humana. O que existe são momentos de alegria, momentos de prazer, momentos de entusiasmo. Porém, momentos assim, não são, nunca foram, e nunca serão constantes nesta dimensão. Pois que, durante nossa existência, quer sejamos homens, ou mesmo animais, além dos momentos de alegria e prazer, sempre haverão, também, momentos de tristeza e dor. Sendo assim, enfie esta máxima dentro deste teu melão: “Felicidade constante não existe”.

- Más já que a felicidade não pode ser alcançada nesta dimensão, por acaso existem meios que possam diminuir nossos sofrimentos?

- Logicamente que sim! Até porque a maioria dos sofrimentos humanos são elaborações que eles mesmos inventaram, e que continuam inventando e reinventando. Existem sofrimentos que são mais difíceis de serem previstos e evitados, que são os sofrimentos físicos ou biológicos, tais como: dores, doenças, lesões, fraturas, e mal-estares. Agora, quanto aos sofrimentos psíquicos e emocionais, estes podem ser facilmente previstos e evitados, e até mesmo, totalmente eliminados.

- Então diga-me: como eliminá-los?

- Não existe nenhuma fórmula mágica que possa ser aplicada a todos os casos. No entanto, posso dizer que podemos eliminá-los com a utilização de nossos conhecimentos, com a sabedoria. Para isso basta pensar a coisa certa, na medida certa e nos momentos certos. E depois, fazer a coisa certa, na medida certa e nos momentos certos. Os sofrimentos psíquicos e emocionais somente existem como uma espécie de sinalização, que nos alerta de que: nós estamos pensando a coisa errada, na medida errada e nos momentos errados; e também, que estamos fazendo as coisas erradas, na medida errada, e nos momentos errados. Por isso as pessoas sofrem! Em virtude disso é que as pessoas não se sentem bem durante a maior parte do tempo.

- Então grande parte dos sofrimentos humanos são decorrentes das interpretações errôneas que estes fazem da realidade?

- Não diria errôneas! Mas sim, de certa forma, meio que masoquistas!

- Então as pessoas sofrem porque querem sofrer?

- Mas como você é atrasado! Só o fato de tu utilizares esse jargão popular: “as pessoas sofrem porque querem sofrer”, já é uma evidência de que o teu caso é grave, de que a tua ignorância é imensa. Nem parece que tu és uma pessoa que estuda, que lê diversos livros ao invés de ficar na frente de uma janela (televisão), ou então, em rodinhas de conversas frívolas sobre gladiadores (futebol) ou fofocarias sobre a vida dos outros (novelas), sendo infectado com imundícias deste quilate. Cai na real meu caro! Você acha mesmo que alguém sofre porque quer sofrer? Quem em sua sã consciência almejaria tal tipo de coisa? O que na verdade ocorre é que as pessoas nem isso sabem. Não sabem que através do estudo e da meditação elas poderiam ser bem mais felizes.

- Não te entendo! Primeiro você diz que felicidade não existe, e agora diz que as pessoas podem ser mais felizes. Poderia explicar isso melhor?

- Acho que o problema não é a minha explicação. Minha explicação foi tremendamente clara e objetiva. É você que deveria prestar mais atenção. Por acaso eu disse que ao estudar as pessoas seriam felizes? Claro que não sua anta! Eu não disse que as pessoas poderiam ser felizes, nem plenamente felizes, mas sim: muito mais felizes. Captou a diferença ou ainda esta difícil o anta?

- Desculpe-me! Sou mesmo uma anta!

- Sim! És mesmo uma anta! E o pior é que o mundo está repleto de antas ainda piores que tu. Antas que não lêem, não estudam, não raciocinam, não questionam as coisas. Elas apenas repetem aquilo que ouvem como se fossem verdadeiros papagaios. Elas pensam 7 minutos sobre determinado assunto e já saem distribuindo suas conclusões e seus palpites furados. Elas nunca pararam para pensar que, em um livro, por exemplo, podemos entrar em contato com as experiências, raciocínios e conclusões de outra pessoa. Elas nunca pararam para pensar que um único livro pode representar os esforços de mais de 20 anos de pesquisas e experiências de alguém. E sabe o que isso significa? Pois significa no mínimo economia de tempo! Significa que tu não precisará investir 20 anos da tua vida para chegar a conclusões semelhantes as que ela teve. Isso se é que em 20 anos tu conseguirias concluir o que tal pessoa concluiu. Pois que, um livro geralmente é baseado na leitura de diversos outros livros. E diversos outros livros podem significar diversos outros 20 anos de esforços e experiências de diversas outras pessoas. Compreendes agora a importância da leitura?

- Sobre a questão dos sofrimentos. Tenho a impressão de que a maior parte do sofrimento humano é decorrente de algum tipo de perda. Por exemplo: quando elas perdem algo material, perdem seus empregos, perdem seus familiares, etc. O que tu poderias falar sobre isso?

- Realmente! E esse é o maior exemplo de que muitos dos sofrimentos humanos são decorrentes da pura ignorância de conhecimentos tremendamente básicos. Ora, vivemos em um mundo dual, onde tudo tem um início e um fim. Nada aqui dura pra sempre. Tudo o que existe um dia deixará de existir. E isso é válido tanto para coisas quanto para animais e pessoas. E isso é algo tão óbvio, que somente pessoas com algum “distúrbio mental” acreditariam que isso não é assim, ou que poderia deixar de ser assim. Pois que, a vida é, sempre foi, e sempre será assim! Aqui nada dura pra sempre! Pelo menos nesta dimensão é assim! E se é nesta dimensão que estamos, é isso que devemos sempre levar em consideração! Caso preferimos “nos sentir bem”, é claro!

Agora, por mais óbvio que seja esta afirmação (de que tudo acaba), talvez tu te surpreendas ao saber que a grande maioria dos “ocidentais” desconhece esta verdade tão básica da vida. Sim! Isto é algo que eles até conhecem, mas que, ainda não compreenderam direito. Ora, certamente que, “de vez em quando”, eles lembram que tudo tem um início e um fim. Porém, a “cultura ocidental” nunca permitiu ao “homem branco” assimilar este conceito da “impermanência das coisas”. E, é em razão disso que ainda vemos tanta ignorância, tanto fanatismo e tanto sentimentalismo no mundo.

- Então você crê que os nossos sentimentos não são importantes?

- Seu asno! Não confunda sentimento com sentimentalismo! Nem a diferença entre estes conceitos tão básicos tu sabes? Diga-me: o que tu andas fazendo com o precioso tempo em que tu perambulas por este planeta? Queres mesmo continuar sofrendo a toa, ou então, sendo mero escravo de pessoas mais burras que tu?

- Lógico que não!

- Então trate de estudar tudo aquilo que é básico! É necessário que tu não mais ofereça teus pulsos, tua consciência e tua alma para as algemas da ignorância que diariamente se apresentam em teu caminho. Preste mais atenção às imagens que teus olhos captam, e aos sons que teus ouvidos ouvem, para que assim tu deixes de exalar este odor mental desagradável.

- Desculpe-me! É que não sei mesmo a diferença!

- Pois então trate de saber algo. Preste atenção, pois isto é importante: Sentimento diz respeito a uma certa sensibilidade que nos permite perceber e considerar os valores que as coisas representam para nós. Já o sentimentalismo é o exagero disso. Sentimentalismo é sempre decorrente de algum tipo de paixão. E a paixão sempre nos faz exagerar o valor que as coisas possuem. A paixão nos faz considerar que algo seja “um tudo”, enquanto que nós mesmos, e tudo o mais que existe, tornam-se “um nada”. Podemos dizer que paixão seja uma espécie de sinônimo de ignorância, e, que sentimentalismo seja uma espécie de sinônimo de loucura. Agora, sentimentalismo é algo muito inútil! Pois, você pode, por exemplo, até ficar magoado pelo fato de algo não ter saído como você gostaria, que, ainda assim, as coisas continuarão na mesma. Você pode se auto-punir, gritar, praguejar, espernear, pelo fato, por exemplo, de algum familiar ter falecido, que nem assim, você será capaz de fazer com que o defunto se levante de sua cova.

Ora, neste momento temos a nossa volta uma porção de pessoas, as quais nós podemos tratá-las bem, tratá-las mal, ou então, das mesmas nem mesmo nos aproximar. Pois afinal, existem bilhões de pessoas no mundo. E é neste momento presente – “neste agora” - que nós podemos levar os nossos sentimentos em consideração, para fim de vivenciar junto com estas pessoas tudo aquilo que nós gostaríamos, e que elas também gostariam. Porque depois, quando as pessoas viram “defunto”, não serão os sentimentalismos que resolverão as coisas. Pois que, de nada adianta levar flores para um quadrado de cimento. De nada adianta empapar o travesseiro com baba e choradeira. Depois não adianta declarar pras paredes que admirava a pessoa. E muito menos confessar a uma foto de papel que amava a pessoa. Pois quem ama mesmo, quem admira mesmo, demonstra isso durante a vida. Algo semelhante ao que é dito naquela música que irão inventar com base naquilo que lhe direi agora: “Quem sabe faz a hora, não espera acontecer”.

- Considerando isso que você fala, as coisas até parecem simples. Porém, o que ocorre é a vida da gente é muito tumultuada, temos tantas coisas pra fazer e tantas coisas com o que nos preocupar, que nem sempre podemos dar a devida atenção às pessoas de que gostamos.

...

Agora me responda uma coisa, o que ocorre é que nem sempre podemos decidir com o que ocupar nosso tempo. Sendo assim, como podemos nos libertar da culpa, pelo fato de não podermos estar dando a devida atenção às pessoas de que gostamos?

- Bem, a segunda coisa que tu deves considerar é que tu és um ser ignorante. Tu és um ser que ainda está em evolução. Certo? E se é assim, tu não tens culpa de nada! Ninguém tem culpa de nada! Apesar do fato de que a maioria das pessoas, ainda hoje, não tenham atingido o nível evolutivo em que estes poderiam ser classificados como verdadeiros seres humanos, uma vez que consideram “as coisas” como sendo mais importantes que “as pessoas”, ainda assim elas não tem culpa de seu atraso, de sua animalidade. Todos estão aqui nesta dimensão para aprender. Aprender através de erros e acertos. Aprender a dar o devido valor a cada coisa. E, podemos dizer que, é exatamente em razão disso que uns nascem cegos, e que outros ficam cegos; que uns nascem surdos, e que outros ficam surdos; que uns nascem pobres, e que outros ficam pobres; e assim por diante. Apesar do fato dos homens acreditarem que tais tipos de coisas ocorrem de forma aleatória, à verdade é que jamais algo ocorreu de forma aleatória. E, em razão disso hoje estamos aqui, sob este planeta, flutuando no espaço. Entenda que ninguém aqui está simplesmente perdendo tempo. Por mais marginal, terrorista, fanático ou ignorante que uma pessoa seja, ainda assim, ela está passando por aquilo que ela deveria passar. Os familiares de tal pessoa também estão passando por aquilo que deveriam passar. E o mesmo se pode dizer com relação à sociedade e as possíveis vítimas de tais pessoas. Pois, a realidade é, e sempre foi, uma criação social. Não existe culpado! Existem responsáveis! Agora, entenda isso como quiseres! Pois é esta a realidade! E é dentro desta realidade que nós somos obrigados a aprender algo! Agora, também é preciso que fique claro que, há duas formas de aprendermos aquilo que nós temos que aprender aqui: uma delas é através do estudo, e a outra é através do sofrimento...

...

- Quer dizer então que tudo o que nos ocorre sempre possui alguma finalidade?

- Sim! E esta finalidade está muito aquém de tudo aquilo que o homem pensa, já pensou e até mesmo irá um dia pensar.

- Nossa! Quanta coisa básica e óbvia estes “homens brancos” não se dão conta não é mesmo?

- Pois é! Agora, o que é mais incrível, é que por mais simples e bem explicado a gente possa demonstrar tudo isso, ainda assim, creio que nem 10% das pessoas são capazes de entender o que a gente diz. Daqui a 24 horas, talvez menos de 1% lembre algo sobre o que lhes foi dito. O que dirá então colocar em prática tais tipos de coisas! O pessoal está em verdadeiro estado de transe! Estão tremendamente preocupados com coisas tremendamente sem importância. Como se a preocupação os levassem a algum lugar! Além disso, as pessoas são muito apegadas as suas personalidades desta vida. Elas acham que elas são e sempre serão aquilo que está impresso em sua certidão de nascimento ou carteira de identidade. Elas acreditam que a vida nada mais é do que este teatro de vaidades. Elas acreditam que tudo aquilo que elas possuem lhes pertence. E o pior: também acreditam que podem possuir pessoas. Porém, como já foi expresso aqui das mais variadas formas: aqui nesta dimensão tudo é transitório. E é preciso não mais esquecer isso: que tudo, absolutamente tudo, passa! Aqui nesta dimensão; aqui na via Láctea, sob este planetóide insignificante; aqui neste período histórico de tempo em que convivemos com esta cambada de idiotas confusos, e que pertencemos a tal país, a tal família, a tal classe social, etc. Tudo isso passa! E que bom que passa! Pois se não passasse nós agora não seríamos “quase seres humanos”; seríamos ainda animais; ou brutamontes das cavernas; ou medievais piromaníacos estúpidos. Enfim, seríamos ainda piores do que somos hoje. E esta é a vantagem das coisas passarem! Pois a passagem do tempo permite a evolução! E, além disso, rotina é algo tremendamente fastidioso, não é mesmo?

31 maio 2008

"Escolha" amorosa pode parecer contradição.

Esse é um texto retirado do livro Perdas e Ganhos de Lya Luft, minha escritora preferida.

Boa leitura.

Amor é uma tarefa complexa, além de tudo porque para amar preciso primeiro me amar. Dentro e fora são reflexos mútuos, como dois espelhos em lados opostos.Vou procurar um amor bom para mim - no qual me reconheço e me reencontro, me refaço e me amplio, me exploro, me descubro - se minha imagem interior me levar a isso.

O amor mais que tudo revela: manifesta nossas tendências, o que preferimos e escolhemos para nós. Quero, mereço ser feliz e fazer feliz ou preciso me punir e castigar ao outro; mereço e posso crescer ou me aniquilar... e ao outro comigo?

"Escolha" amorosa pode parecer contradição. Antigamente falava-se em "escolher marido, escolher esposa". Sempre tive quanto a isso grandes reservas. Hoje penso que é uma escolha, sim, mas não aquela a que tais conselhos se referiam: trate de escolher bem seu marido, sua mulher. A idéia, explícita ou não, era: que o marido te dê segurança econômica, que a mulher seja virtuosa e cuide bem da casa e dos filhos.

Isso fala de arranjos e conveniências, de modelos rígidos impostos de fora. Amor é outro tipo de escolha. O homem com asas deparou com sua amante alada, aparentemente por acaso: foi na verdade sua escolha mais vital de uma parceira.

Esse encontro se dá no escuro do desconhecimento mútuo. É em parte consciente, segundo nosso agrado e necessidades, o projeto que tínhamos, o modelo que queremos. Mas é bastante inconsciente, brota dos impulsos mais primários daquele nosso 'eu' dissimulado sob muitas máscaras.

Essa é a opção mais grave: nasce de toda a perspectiva interior. Na escolha do parceiro opto pelo que julgo merecer. E aí é que podemos apunhalar o próprio peito.

Escolho conforme minha saúde emocional ou minha doença, meus desejos mais obscuros, meus movimentos inconscientes em direção de afirmação ou destruição.

Nosso lado mais oculto sente, fareja: aqui devo investir minha emoção, aqui conseguirei me doar, aqui há alguém com quem posso pensar em construir um relacionamento.

12 maio 2008

A essência de todo ser humano é composta dos seus pensamentos e das suas emoções.

Como diria Paulo Roberto (Bily), “o ser humano é pura emoção”. Acontece que nossas emoções podem se tornar uma faca de dois gumes, elas podem ser a maior dádiva do homem, como também pode ser a sua destruição. Noventa e nove por cento das pessoas que conheço são controladas pelas suas emoções, e não percebem o quanto se maltratam e se limitam. Quando somos escravos das nossas emoções, não percebemos que para que possamos viver bem com sigo mesmo, e curtir as maravilhosas emoções que somos capazes de produzir, temos que aprender a controlá-las.

Para compreender melhor o que estou dizendo temos que entender um pouco sobre como funciona a nossa mente. No nosso cérebro existe um órgão que se chama “Hipotálamo”, essa parte do nosso cérebro é a maior farmácia do universo, capaz de produzir qualquer tipo substancia. Esse órgão é o responsável pela produção de substancias específicas para cada uma das nossas emoções. Sempre que estamos em um estado emocional especifico, seja alegria, tristeza, solidão, remorso, medo. Para cada estado emocional que nos encontramos, o hipotálamo lança na nossa corrente sanguínea uma substancia diferente. Existe uma substancia específica para cada uma das nossas emoções, sendo assim, sempre que você estiver em um estado emocional específico, deve-se a um tipo especifico de substância que o seu hipotálamo lançou na sua corrente sanguínea.

Agora pense comigo, se o hipotálamo é o responsável pelas nossas emoções, o que aconteceria se o controlássemos?

O hipotálamo é uma parte do nosso cérebro, e as substancias que ele lança na nossa corrente sanguínea variam de acordo com o que estamos pensando. Isso quer dizer que se você fica com medo de alguma coisa, é porque está focando seus pensamentos no que tem medo que aconteça. Se você está feliz, é porque está pensando em algo ou alguém que lhe deixa feliz, é assim para tudo.

Quando pensamos coisas que nos deixam tristes, o hipotálamo lança na nossa corrente sanguínea, substancias que nos deixam tristes. Quando pensamos em coisas que nos deixam felizes, acontece a mesma coisa, existe uma substancia para cada tipo especifico de sensação, e elas são todas produzidas pelo hipotálamo. Resumidamente, seus pensamentos controlam suas emoções, se você conseguir controlar seus pensamentos, será o senhor das suas emoções.

Falando assim pode parecer fácil, mas na prática é mais difícil do que aparenta. Alguns estados emocionais são tão freqüentes na nossa vida, que acabamos sem perceber, nos viciando neles. Isso mesmo, da mesma forma que um ser humano pode se viciar em heroína, pode também se viciar em um estado emocional especifico, seja de tristeza, stress, solidão, de inferioridade ou qualquer outro. Nossos estados emocionais são função dos nossos pensamentos, e quando internalizamos um conceito, o de amor, por exemplo, criamos varias associações na nossa mente, todas de acordo com as nossas experiências passadas. Quando definimos um conceito, seja ele qual for, nossos neurônios para internalizá-lo, criam redes neurais para associá-lo a vivencias passadas que tomamos como verdade no presente. Dependendo das nossas experiências, podemos ligar amor a uma coisa boa, ou a uma coisa ruim como já expliquei em textos anteriores.

As redes neurais que construímos ao longo dos anos podem ser momentâneas, de médio e longo prazo, tudo vai depender de quanto tempo você internalizou aquele conceito como verdade absoluta para sua vida. Quebrar um relacionamento de longo prazo é uma das coisas mais difíceis e dolorosas que o ser humano pode fazer, mais por mais que seja difícil, mudar nossa mente e alterar o estado atual da nossa vida é totalmente possível.

Algumas vezes me pego sendo o que eu não quero ser, e por mais que eu perceba isso, confesso que não é suficiente para me fazer mudar. Quebrar redes neurais de longo prazo é um processo lento, que exige muito de nós, fazer coisas diferentes ajuda. Faça coisas que você nunca fez antes, se submeter a novas experiências faz a nossa mente abrir para novas perspectivas, e aos poucos você vai percebendo que aquele objetivo importante que você pensa que nunca vai atingir, não exige tanto esforço, apenas o que você acha que existe.

03 abril 2008

Alguns dados...

Os cientistas descobriram que se medirmos a corrente eletrica produzida pelo cérebro de um indivíduo (usando, por exemplo, um exame de tomografia) enquanto ele olha um objeto, e novamente enquanto o imagina, as mesmas áreas do cérebro são ativadas. Fechar os olhos e visualizar um objeto produz os mesmos padrões cerebrais de quando se está de fato olhando o objeto.

Não somente o cérebro não faz distinção entre o que se vê e o que imagina, mas também parece não saber a diferença entre uma ação executada e a mesma ação visualidada. O doutor Edmund Jacobson (Criador da técnica de Relaxamento progressivo para redução de estresse), descobriu isso por volta de 1930, quando pediu a indivíduos que visualizassem ações físicas, e constatou movimentos musculares muito sutis, correspondentes àqueles que os músculos realmente fariam se desempenhassem a atividade realizada. Essa informação vem sendo muito bem utilizada por atletas em todo o mundo.

“Texto retirado do livro: Quem somos nós? A descoberta das infinitas possibilidades de alterar a realidade diária. (pag.46)”



E agora? Se não conseguimos distinguir o que vemos do que imaginamos, e nosso corpo corresponde da mesma forma para ações e pensamentos... Tudo que vivemos é fruto da nossa imaginação?

18 dezembro 2007

Somos, mais não temos que ser o produto do nosso passado.

É impressionante como a nossa mente nos torna prisioneiros do nosso passado. Se parar para pensar, todas as decisões que tomamos hoje são baseadas nas nossas experiências do passado. Quando escolhemos o local do jantar, os nossos amigos, quando damos um conselho, quando imaginamos o nosso futuro, até mesmo quando julgamos nossa capacidade, fazemos baseando-se em experiências passadas.

Todos os nossos conceitos sejam eles sobre amor, amizade, trabalho. Todos eles são formados através da “memória associativa”. Que nada mais é do que o encadeamento de tudo que aprendemos com as nossas experiências do passado. Uma mulher que teve uma forte decepção amorosa, pode facilmente ter para si, um conceito de amor diferente de outra que está a 5 anos com a mesma pessoa e feliz da vida. A primeira pode associar amor a decepção, decepção a tristeza, tristeza a mentira, e por aí vai. A segunda pode associar amor a alegria, alegria a companheirismo, companheirismo a felicidade. É assim que a mente funciona para qualquer coisa.

A primeira impressão que temos ao perceber isso é: “- mais isso é obvio como podemos tomar nossas decisões no presente sem consultar o nosso passado?”. Se estiver pensando isso agora faz muito sentido, não podemos tomar as nossas decisões de hoje, sem consultar o passado, mais temos que nos policiar para que as nossas experiências passadas, não se transformem em limitadores para nossa vida. Fazendo-nos deixar de enxergar as infinitas possibilidades que estão ao nosso redor.

A grande verdade é que 99% das pessoas que eu conheço, não percebem o que eu acabei de descrever acima. E por estarem muito presas ao seu passado, quando entram em novas experiências, entram já com um pré-conceito inconsciente. Fecham a mente para possibilidades diferentes das que vivenciou no passado, e se condenam a ser sempre a mesma pessoa. Como diria Lya Luft: “Somos responsáveis, e ao mesmo tempo inocentes pelo que acontece com a nossa vida.”

Quem está lendo esse texto agora? Será que é a mesma pessoa ontem? De um ano atrás? Será a mesma daqui a cinco anos?

Se libertar das correntes do passado é um dos maiores desafios do ser humano. Quando conseguimos fazer isso, encaramos novas experiências com a mente aberta para possibilidades diferentes das que imaginamos possíveis, deixamos de criar expectativas errôneas sobre as pessoas, de querer que elas sejam como nós, paramos de nos limitar a ser hoje apenas o produto das nossas experiências passadas.

Quando nos libertamos dessas pesadas correntes, abrimos a nossa mente para infinitas possibilidades, passamos a ser mais justos, enxergamos as coisas extraordinárias que acontecem ao nosso redor, e como cada pessoa é especial apenas por ser diferente. Tudo passa a ser possível, o que deu errado no passado pode dar certo hoje.

Quando não nos limitamos a ser resultado do que vivemos, resgatamos o nosso espírito de criança, e nos tornamos tudo àquilo que somos capazes de ser. Quebrar essas correntes não é tarefa fácil, mais só existe uma pessoa capaz de nos impedir de ser hoje, o que queremos ser amanhã. Nós mesmos.

15 dezembro 2007

Sobre o blog


Uma das coisas que costumo fazer com freqüência é consultar minha “penseira”. Se você já leu os livros, ou assistiu aos filmes do Harry Porter, sabe exatamente do que estou falando. O grande Alvo Dumbledore, possui um objeto, uma espécie de “fonte mágica”. Onde ao se olhar para a ela, e concentrar-se em algum momento passado, conseguimos visualizá-lo novamente, más dessa vez como espectador e não como protagonista da história. Dumbledore sempre faz isso para refletir sobre fatos passados, presentes e sobre o futuro. O que impressiona é que na maior parte das vezes que ele usa a “penseira”, descobre algo diferente, que não tinha percebido no momento. Ele vê os fatos e acontecimentos através de uma perspectiva diferente.
Todo ser humano tem a capacidade de rever acontecimentos passados, com o olhar de observador ao invés de protagonista. E existem varias definições para essa capacidade, mas de todas as que eu já vi, prefiro ficar com a “penseira” de J. K. Rowling.
De certa forma minha proposta para este blog é que ele se torne uma “penseira”.
Foi em uma dessas consultas a minha “penseira”, que percebi uma coisa triste e ao mesmo tempo intrigante. Focamos tanto nossas energias para atingir objetivos financeiros, profissionais, ou qualquer outro imposto pela sociedade na qual estamos inseridos, que nos esquecemos de dedicar tempo a coisas básicas e essenciais, como conhecer a nós mesmos e as pessoas que estão a nossa volta. Passamos um ano inteiro convivendo com um pequeno grupo de pessoas, no trabalho, na sala de aula, no curso de inglês, com nossos vizinhos, e ainda assim não conhecemos todo mundo, algumas vezes em muitos anos, trocam-se apenas algumas palavras.
Uma das coisas mais difíceis na vida é encontrar pessoas que tenham princípios comuns aos nossos e compartilhem dos mesmos objetivos, – é claro que isso vai depender de quais são os nossos princípios e objetivos – e não tenho a pretensão de dizer com isso que existem pessoas “melhores” que outras, muito pelo contrário acredito que todos nós somos especiais por sermos diferentes, todos têm suas singularidades, cada pessoa encara o mundo através da sua perspectiva, e essa perspectiva não é fruto do que queremos ser, mas das escolhas que fizemos em cada experiência da nossa vida. O que somos hoje resulta de uma série de fatores, onde nascemos, que problemas e dificuldades passamos, – e como passamos – nossa classe social, quem conhecemos, e principalmente quais foram as nossas escolhas. Não escolhemos os desafios que surgem na nossa vida, mas temos o poder de escolher a forma que vamos passar por ele.
O meu maior desafio agora é tentar aproximar o abismo que existe entre o que sou e o que gostaria de ser, descobrir o que realmente é importante na minha vida, fazer aflorar a minha verdadeira essência, encarar e vencer os meus medos, me arriscar, ser feliz independente do preço a pagar, descobrir o que é a vida, porque estamos aqui, e o que vale a pena se fazer com o tempo que nos é concedido.
É bem provável que nunca chegue a esses objetivos, más fico feliz só de me propor a atingi-los, através da minha própria experiência.
Fiz esse blog para compartilhar minhas descobertas, para registrar cada etapa do meu desenvolvimento, – do desenvolvimento humano – de certa forma para ajudar também outras pessoas a se conhecerem na media em que vou me descobrindo e futuramente quem sabe transformá-lo em um livro.
É um local que reúne conceitos diferentes e multidisciplinares. Todas as postagens abordam temas de áreas como: Filosofia, Psicologia, Neurologia, Teologia, Física quântica, entre outras.
Não pretendo me posicionar como especialista nos temas aqui tratados nem fazer colocações definitivas sobre qualquer fato, irei apenas falar dos fatos da vida através da minha perspectiva, como um homem do meu tempo, cheio de falhas, em alguns momentos líder e em outros liderado, apenas o produto das minhas experiências.
É um local construído para nos ajudar a refletir e aprender sobre a maior dádiva que Deus nos deu. Nossas vidas.